
Construo com pequenos grãos de areia, os meus sonhos... numa arte há muito impregnada em mim. Resguardo-me das noites frias, sós e intranquilas, na imensidão das suas paredes. Espreito, com receio, em cada janela... aguardo o meu amor que em breve me visitará. Montado em seu cavalo alado, rasgará a distancia que nos separa, bramindo palavras de amor. O tempo será meu aliado, meu confidente, contudo, sem espaço para se definhar ou vontade para se defender...
Em cada janela de meu castelo, ergui, sem complexos, um pedaço de mim... agitei meu braço, devagar mas confiante. No horizonte, eis que uma imagem se depara... serás tu meu amor? algo me diz que sim. Preciso acreditar na simplicidade dos meus pensamentos, na verdade da voz que me vêm do coração. Ela sim, muito mais do que a razão, ajuda-me a reflectir e a implorar a vinda do meu amor. Cavaleiro andante, pessoa sã e sensível, capitão das minhas emoções. Cavalgada perpétua, investida em mim... vem meu principe que te espero. Continuo a sentir que, aquela imagem no meu horizonte, é de certeza o teu vulto... um conjunto de formas, mãos, lábios, corpo... que jamais poderei esquecer. Fecho os olhos e imagino-te a chegar... sorridente e afável como sempre. Sim, sei que chegarás em breve, e que me salvarás destas paredes nuas, intranquilas, construídas a partir de grãos de areia ainda muito finos. Vem, simplesmente, porque te aguardo com ansiedade.
Tell@
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