21.1.08

Fim-de-tarde...

à lenta embriaguez dos teus dedos,
fui seduzida por este cálice vazio.
à beira do marasmo da mente,
este fim-de-tarde já o era.
ao acordar deste devaneio,
rescaldo que cheira a esquecimento.
sob a lenta embriaguez do sentir,
sede e devassidão por desvairos desnecessários.
balbúcio primitivo da dor,
cansaço extremo de queixumes.
gritos e alaridos em uníssono,
canções de embalar que nos devoram.
à beira do marasmo da mente,
este fim-de-tarde já recolheu.
encarquilhou e definhou...
mesmo num fim-de-tarde encenado.
Tell@

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