2.4.09

Perdida no tempo...



Este lugar, mais do que o corpo, seduz-me a alma. Pedra sobre pedra ergue-se o meu sorriso. O seu reflexo espelha o tamanho de cada contraforte construído. Imponente e mágico, transporta-nos em contos de fadas. Aqui vagueia el rei D. Pedro em suas longas vestes. Sinto o seu cheiro corroído pelo tempo. As traças que teimam em cair. De olhar macambúzio, desliza em jeito de cerimónia. Sua espada embainhada, muito pesada, é segurada enquanto se desloca. Mil imagens me ocorrem enquanto visito cada sala deste Mosteiro. Um frio desconfortável percorre-me o corpo. Encontro uma escadaria corroída pelo tempo num acesso ao céu. Sinto uma tranquilidade intranquila, absorvida pela grandiosidade da sua forma. Insignificante. Prisioneira do tempo.
Tell@

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