6.7.09

rimas de mim...

Fado de mim, gentil sopé,
Alameda nua, um naco na rua.
De pedra na mão e sapato no pé,
Ladainha patega, cantada toda nua.

Estátua sem vida, presa na praça,
Moeda no bolso, carteira na mão.
Canta poeta, alma que dança,
Mendigo da lua, na rua sem tostão.


Rima rimada, cansada de gritar,
Palavras soltas, frases incompletas.
Armar rima com fritar,
E bicicletas com descobertas.


Caracol ensonado, viaja sem casota,
Passa a correr, tropeça e rebenta.
Lebre serena, mas velhota,
Passeia lenta, de pêlo na venta.


Tell@

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