9.11.09

sentires...

Despojos do dia. Desencontros com a vida que se desmoronam em nosso redor. Nem sinais de tempestade nem de bonança. Gritos que irrompem a alma, devorando-a aos poucos, lentamente. Na memória presente, um passado perdido onde a ganância e a intolerância se equivocaram. Já ninguém luta pela felicidade. É mais fácil desistir que lutar. Dói menos. Sente-se menos à flor da pele. A capa que vestimos protege-nos, momentaneamente, mas não toda a vida. Armadura inquebrável, transparente na maioria das vezes mas, nem sempre visível. O amor-próprio há muito que se perdeu. Em vão. Demo-lo de mão beijada a quem de nós fez seus servos. Ao espelho vibram olhares cheios, sorrisos antecipados… contam piadas de vida, desejam almas gémeas. Perdidas no tempo da vida, entre paredes de sentimentos doentios, controlam o choro. Esse vómito, preso mesmo antes de cair, é sinal de recusa. Uma recusa insana. É mais fácil desistir que lutar e partilhar. Numa fuga antecipada, cai o desejo de felicidade. As cores deixam de fazer sentido e, no laranja do horizonte, entre céus de saudade, me refugio antes que a noite caia. Existes em mim.
Tell@

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