Lapidar a memória recente. Um restauro prioritário. Reparação de falhas e brechas. Os sinais de mudança exigem paredes mais saudáveis. Lapidar para alisar e enformar de novo. Na memória recente, um passado presente. Na sexta-feira mais uma intervenção em mim. Um lapidar de ervas daninhas que há muito se impõem no meu corpo. Uma pequena cirurgia, contudo exigente. Mais uma, entre muitas. Queixumes são à posteriori, aquando do rescaldo. Mais uma anestesia que me porá à prova. De armadura em punho, lutarei até ao fim. Até lá, esperarei inquieta mas atarefada. Reincidências que reclamam de novo. Pedaços de mim que teimam em acalmar. Sobressaem de si, evocando por ajuda exterior. Vacilam mas descansam. Toda a gente merece o melhor. Mesmo eu.
Tell@
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