1.11.10

A P O N T A M E N T O S

Apontamentos por momentos,
páginas grudadas em palavras.
No peito da Lua, enclave,
sem luar não há despedida.
Volto a abrir a página,
onde te vejo despida de letras.
A sedução impõe-se com timidez,
na palma da mão, pedaços e ideias.
Vendida a alma ao papel,
boca fechada de pasmada.
Incertas e vorazes,
recolhem-se na calma da tua voz.
Apontamentos que sucumbiram,
agarrados à ideia de fusão.
Vertiginosas e aparatosas,
na saudade, a mente engolida,
Dorme meu rebento,
enquanto meu pensamento te percorre.
Deixa-te ficar no virar da página,
o destino é único e só nosso.

Tell@

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