Mais um dia recheado. De procuração na mão, sentada num banco rasgado e velho de um dos postos da Polícia Judiciária, devidamente acompanhada com dois dos meus alunos, aguardava que nos chamassem. Os nervos devoravam-nos. São experiências vivenciadas demasiado cedo por estes jovens. Marcas cujo tempo não apagará, senão se outras oportunidades os agarrar, mas para lá dos muros do Bairro.
Muitas questões se impuseram no nosso pensamento. Algumas sem resposta. Será que ganharam para o susto?! São jovens, não pensam no imediato. Esquecem-se que qualquer acto tem consequências. Como (sobre)vivem no limiar da realidade, esta não é uma preocupação. Apenas um foi ouvido. Chegou aliviado. Só queria que nos fossemos embora daquele lugar. Famintos, paramos para lanchar antes de chegar ao Bairro. Alguns minutos em que perdurou o diálogo entre os três. Há males que vêm por bem. Nada acontece por acaso. Nada que eu ou eles, não precisem de vivenciar ou sentir. Hoje, aqui e agora, amanhã noutro recanto qualquer.
E, depois de um dia onde alguns constrangimentos se impuseram, resta-nos pedir que a noite nos seduza e nos ajude a descansar. Bons sonhos meus queridos.
Tell@
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