
Hoje acordei com um nó na garganta.
(Des)encantos nocturnos que me inquietaram,
Sentimentos que de reais, passaram a complexas metamorfoses,
entupiram aquele sonho, sublime e intenso,
onde voavamos ambas, indiferentes ao Mundo!
Do vácuo da noite, vozes vindas do nada...
soaram aos meus ouvidos, difusas e estranhas,
contudo, recordei-te estrela minha, guia...
e, só depois de te abraçar, voltei a descansar.
(Des)encantos que na minha tela da vida,
sussuraram palavras débeis, profundamente tristes.
Estrelas cintilantes que redopiavam e me apoiavam
procurei-te no meio delas, mas em vão te alcancei.
Hoje uma lágrima de saudade, amanha outra de verdade...
pretextos para me esconder do sol que brilha lá fora,
Num encontro entre o passado e o presente, reencontro a paz... obrigada avó. És o meu anjo protector.
Sinto a falta das nossas longas conversas,
aquelas onde me dizias claramente, segue a luz que nos guia...
Essa luz a que chamamos de "Amor", sentimento em vias de extinção.
Perdida no tempo e no espaço, regresso ao presente,
choro, aninho-me em meu leito descoberto.
Em vão, mais uma vez, procuro-te minha princesa,
neste recanto, naquela sala, no nosso castelo,
em todo e qualquer lugar, das nossas recordações.
(Des)encantos, indiferenças, carencias provocadas pela tua ausência.
Hoje sou grão, a quem o tempo cruel aos poucos destruiu,
Hoje sou grão, a quem a vida aos poucos permitiu a sua erosão.
Reconstruo a minha vida, contudo sem destino aparente,
coerente ou mesmo, enquanto unidade da teia que nos une.
Puros (Des) encantos! Nada mais. Eu e a vida.
Tell@
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