13.7.07

Horizontes...


Olho o horizonte em busca de ti,
procuro um vestígio, algo de ti...
Navego através deste espaço que nos separa,
tento encontrar-te e em vão sentir-te!
Nuvens que, de tão perto que estão,
translúcidas, sinto-as em mim, suaves.
Puro algodão, cuja forma me recorda teu olhar.
Espelho de emoções, contraste de desejos.
Olho este horizonte em busca de ti,
perdida no silêncio do seu entendimento,
redobro a atenção, contudo nem vestígio de ti.
nevega meu batel, leva-me ao meu amor.
Horizonte longínquo, navegação desorientada,
linha que quebra o céu, e enaltece este mar.
Um mar de ti e de mim, um mar imenso de amor.
Estendo o braço, quero alcançar-te princesa.
Disforme quanto a núvem que te abraça,
sinto esse poder de seduçao, entao.
Olho, mais uma vez, através desse horizonte,
contudo, continuo sem te poder alcançar.
Viagem que há muito deixou para trás este porto,
nao de abrigo, mas de fugazes sensações,
consolo na alma, paixão no coração.
Sento-me, aconchego-me, redobro a atenção mas...
nem sombra de ti meu amor! Desorientação inquietante.
Do outro lado deste meu horizonte,
sei que habitas em mim, sonhos comuns...
à beira deste Mar imenso, na mesma proporção,
Nasce em palavras e em grãos de areia...
Um amor sentido, compreendido, ilustrado.
E, mesmo antes de regressar a meu lar,
volto a olhar este Horizonte, aceno no vazio,
peço aos deuses marinhos, resguardem minha princesa.
Tell@

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