ancorada em teu porto, descubro a beleza deste final de tarde. areia fina que me seduz e reduz. descalça, percorro toda a alameda deste mar. calma e serena, uma onda curta que resvala em mim. se fosse tua concubina, velejaria até alto-mar em tua companhia. apregoas com fé, contudo insípidas e vãs as tuas palavras. nesta forma de cerimónia, venero tua força, sem quaisquer convenções. sou um barco que navega à deriva em tuas escarpas. intempestivamente me abraças até ao amanhecer. intempérie que me entontece. calmo e aveludado te sinto, enquanto me deito em tua textura. adormeço no macio da tua pele, para em teu casulo me proteger. deixo meu anco para, de novo, aportar em ti. Tell@
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