Atravesso o oceano da memória em busca daquela imagem que me marcou. Sintomático este sentir inócuo. Uma operação sem recheio. Uma injecção de vida. Pequenos nadas que, no seu todo, se tornam imensos. Hoje, neste instante, revejo o passado, mesmo que sentada no banco dos réus. Tenho um excelente advogado. Admito-o. Um mirabulante deus que me emociona, revertendo o meu pensamento, A pressão leva-nos a reagir contra natura... mesmo quando os nossos ideais se misturam com a ingratidao da vida. No auge da sensibilidade, recolhem-se as cortinas do palco. As velas dos navios-piratas. As naus catrinetas. Ninguém sai e o mar chora de solidão. Ninguèm arrisca. Todos retrocedem mesmo contra vontade. São ensaios sem mestre... são caminhos sem bussúla. Relógios que correm contra o tempo, paralisados. No mar a vela, na vela o mastro. Navegas sereno em alto mar, mesmo à deriva. Timoneiro sem rota nem mapa. Guarda-te de monstros e deuses enfurecidos. Resguarda-te de más marés, iradas pelo teu descuido, Insanas. Vestidas de azul e molhadas de água salgada, oram ao vento, pedindo misericórdia e sinais de Terra firme. Por onde andas tu?
Tell@
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