1 hora e 30 minutos de percurso até à escola. As greves devoram-nos o tempo. Mastigam-nos a alma. Uma aula assistida enquanto relatora. Numa turma nada simples. Apesar de tudo, a tarefa foi realizada com sucesso. De seguida, mais uma aula minha (90 minutos). No fim, uma corrida para um almoço de 15 min. Um refeição ligeira, interrompida várias vezes. Recomeço das aulas da tarde. Quatro tempos seguidos. A tarde é sempre mais devoradora. A capacidade de atenção é quase nula. Às 16h00, altura de sair... corro para a reunião de Conselho Pedagógico. Depois de vários contratempos, diálogos, indecisões e decisões tomadas, assuntos discutidos, medidas analisadas... eis que pelas 21h30 a reunião termina. Com fome, esgotados e, com uma forte dor de cabeça, procuramos o carro e o caminho que nos levava, mais uma vez, a casa. A esta hora, a estrada, parecia muito mais longa. Sentia um cansaço devorador. Há dias assim... sem tempo para respirar. E, sobretudo, para que nem consigamos recordar que existe um Mundo lá fora. Lá fora, para além das nossas janelas e gradeamentos escolares. Absorvente esta forma de vida. Ao mesmo tempo pouco compensadora, tendo em conta todo o desgaste e anos de vida que perdemos. Vãs tentativas de reorganização do mundo e da cabeça destes jovens, cujos problemas jamais conseguiremos saborear. 2h00 da manhã e o sono tardava em chegar. O cansaço era enorme, não permitindo que o sono se instalasse.
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