1.4.11

A rã e o sapo...

No rio, um sapo mordia, enquanto o papo enchia. Coitado do primo, a fome apertava e nada chegava. Nem sapo nem primo, a corrida valia cada cêntimo. No charco, o sapo, vestido de azul, saltava por entre pétalas em flor. Fazia furor. Na berma, uma rã cheia de inveja, que de imediato fechou a janela. Maldito sapo que não para, sempre com aquele sorriso na cara. E, de tanto que saltou, perto da rã chegou. Cortejou a rã que doente acamou. Durante 6 dias, ela não voltou. Estranhou, mas aguardou. De novo à janela, a rã assanhou e ao sapo acenou. Mal o namoro começou, o sapo ao rio retomou. A rã vacilou. Onde estás meu sapo, quero sentir-te com o meu tacto. Mas o rio transbordou e o sapo levou. Rio a baixo, nadou desenfreado. Saltava e gritava. Avistou um galho e ai pernoitou. Sua amada, à janela esperava resguardada. Triste na alma e sem chama. Durante 3 dias ao sapo gritou. Esperneou e nem vacilou. Lutou e o medo acabou. Correu pelo bosque e, nem ai, adormeceu. Estava a rã a dormir e o seu canto pode ouvir. Correu, abriu a janela e de novo sorriu.

Tell@

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