8.10.10

Afinadas as cordas, demos início à reunião. A temática era delicada, reportando-se à vida extra-escolar de alguns alunos. Relatos que foram ganhando forma, interferindo com a disposição dos presentes. A sua natureza, irreversível, evadia-nos de uma forma quase que surreal. Jamais saberemos, ao certo, como alguns dos nossos jovens (sobre)vivem. Entre lares e famílias desestruturadas, cuja saúde mental nem sempre é a melhor, sobrevivem tentando crescer o mais rápido possível. Recordo o caso de um jovem de 14 anos que, por desorganização parental, foi retirado de seu lar onde passava fome e não havia água nem luz. Os pais, lunáticos e negligentes, vivem de sonhos e idealismos, esperando que melhores dias os acordem. Este jovem, relativamente equilibrado nas suas acções diárias, é assíduo e pontual. Muitos pais não merecem os filhos que têm. É ínfima a esperança por um mundo mais equitativo e fortalecido, onde estes jovens possam alcançar um lugar de destaque, dando forma ao seu projecto de vida. Na escola, seguros, procuram sinais que os conduzam à estrada da fama ou, simplesmente, a um lugar ao sol. E não é este o intuito da vida??! Façam o que fizerem, que sejam felizes.
Tell@

Sem comentários:

Arquivo do blogue