Mar imenso, reduto de palavras castas, desejos e (in)certezas... Eu mesma... alma errante, baluarte de emoções.
6.10.10
Quem disse que ensinar é uma tarefa simples?!
Quem o afirmou, decerto desconhece a verdade dos factos.
A realidade dos alunos difere da nossa e, por isso, raramente conseguimos captar a sua atenção.
Entre telemóveis, conversas paralelas, risos e criticas, perdem a atenção necessária.
Sem iniciativa, desvalorizam a escola e todas as tarefas propostas.
Surrealistas as tentativas de mudança.
Ecos que não passam de voos sem destino.
Palavras proferidas mas não ouvidas e, entretanto perdidas na sala.
Entre atitudes imaturas, gestos descuidados e apetites vorazes por malandrices,
vai-se desenhado entre folhas brancas e, tentando crescer ao som de palavras soltas.
Miúdos irrequietos, vitimas de muitas circunstancias e maus tratos.
É na sala de aula que descarregam as suas energias negativas.`
É na sala de aula que se entragam a desvairos e a emoções, gerando situações de conflito constante.
Trocam palavras duras, sons carregados de mágoa e vibratos carentes de afecto.
Em vez de abraços, devolvem empurrões e "carolos" desmedidos e intensionais.
Já lá vão os dias de calma.
Já lá vão os dias em que ensinar compensava.
Em que as aulas decorriam sem tempestades nem barreiras sociais.
Outrora cheias de sentido, hoje despidas de luz e alma.
Tell@
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